Showing posts with label failure. Show all posts
Showing posts with label failure. Show all posts
Thursday, 28 February 2013
Se sorrio
Muitas vezes o passado me atormenta
e meu espírito haure a dor amarga
que logo ao meu corpo agarra
e meu coração se ensanguenta...
De horror, medo, falta de fé...
Curvar-me tento à minha sina,
e aceitar esta maldita desdita
que minha vida é...
Mas a frieza meus joelhos enrijeceu,
o orgulho toma a placidez de minha tez
e o ódio escondido fica em meu seio
e sorrio sempre ao te ver... Toda vez.
Sunday, 23 December 2012
Alma perdida
N’um antro escuro
minh’ alma soturna jaz
à espera de um afagoque ninguém lhe faz!
Alma solitária e perdida
à solidão está fadada
e sequer haverá despedida
no passamento que lhe aguarda!
No tilintar do relógio apressado
os dias em lágrima escorrem
e em seu peito o desvelo dorme
enquanto os dias se tornam passados...
Monday, 16 January 2012
--
Perdi tudo.
Não há ninguém ao meu lado.
E eis me aqui de volta ao luto,
que achara eu ter acabado...
Quanta ingenuidade minha!
Enquanto eu achava que tudo tinha
Mais e mais eu me perdia
na esperança de que tudo acabaria bem...
Wednesday, 30 November 2011
O despertar
Nada é para sempre,nem mesmo o amor,
tolo é quem ama
esperto é quem mente!
Os braços que me afagaram,
agora em amarguras me afogam!
A boca que falava manso e suave,
agora tem um tom ríspido e severo!
O despertar... É difícil,
nem tudo é sonho, é belo,
de uma grande história de amor
resta agora o tédio e o vazio,
porque nem lembranças quero mais.
Marcadores:
A distance there is...,
failure,
pain,
solitude
Monday, 26 April 2010
profundezas

Passo o tempo pensando
como se infinito ele me fosse...
Às vezes o tédio m'é como um doce,
onde a tudo me segue tentando!
-“Respira outros ares!” Dizem-me!
Tentativa de avulsão frustrante,
Pois não há um só instante
em que o vazio me é eviterno...
Mergulha-te em meu olhar terno,
cairás nuns ais, numa furna...
E nos braços d’uma alma soturna,
quem sabe, verias-me como um irmão!
Marcadores:
A distance there is...,
failure,
pain,
solitude
Wednesday, 7 April 2010
motivo
No olhar de uma criança
vejo a vida despertar,
vejo uma alma que não se cansa
de querer o mundo desvendar...
Em tudo há mistério...
E depois?
Resta o sonho estéril,
o amargo sabor do que se foi!
Sôfrega eu já não sou,
de tudo o que já tive,
pouco é o que me restou,
pouquíssimo que me estime!
Tuesday, 24 November 2009
Incompreensível
Eu sou como um olhar moribundo
que já não pertence a este mundo,
onde implora à vida por misericórdia
frente à morte que lhe ignora!
Ao longe ouço o bulício da cidade
e impossível é não pensar em minha soledade...
O meu olhar sombreado está pela escuridão,
A espera da morte, então...
Resta-me a poesia amarga,
Fruto d’um coração sem amor,
Que não conhece nada,
Além da sua incompreensível dor...
que já não pertence a este mundo,
onde implora à vida por misericórdia
frente à morte que lhe ignora!
Ao longe ouço o bulício da cidade
e impossível é não pensar em minha soledade...
O meu olhar sombreado está pela escuridão,
A espera da morte, então...
Resta-me a poesia amarga,
Fruto d’um coração sem amor,
Que não conhece nada,
Além da sua incompreensível dor...
Sunday, 8 November 2009
Solitário
Muito me assusta o passado,
pois a nada me apeguei...
Apenas levo meu espírito calejado
pelas decepções que passei!...
Homessa! Já nem lembro quando sorri,
aquele riso rasgado, mesmo que ligeiro...
Para muitos o meu regaço ofereci
mas serviu-me alguém de companheiro?
Não, infelizmente, não!
Os outros não enxergam o meu vazio
e não me importo quando penso
se haverá alguém para velar o meu caixão...
pois a nada me apeguei...
Apenas levo meu espírito calejado
pelas decepções que passei!...
Homessa! Já nem lembro quando sorri,
aquele riso rasgado, mesmo que ligeiro...
Para muitos o meu regaço ofereci
mas serviu-me alguém de companheiro?
Não, infelizmente, não!
Os outros não enxergam o meu vazio
e não me importo quando penso
se haverá alguém para velar o meu caixão...
Saturday, 19 September 2009
Ashamed

Among the shadows
my soul is crushed…
The light is fading
above your eyes,
so absent,
and I fall…
My own life steps behind me…
Falling into the arms of loss,
the cold grips my throat,
and absorbed in my failure,
the shame drags me,
I was fooled by love…
All is turning into black,
veins buried in hatred…
I knelt at your feet,
begged for love,
and all I felt was the disgrace.
Sunday, 13 September 2009
Vaticínio

Por terra cai a relutância,
todos os esforços foram em vão
e a boca haure da ânsia
um amargo sabor do vaticínio...
A luz obliterou-se ao nada,
não há razão para o futuro,
o passado rouba-lhe a palavra
que se desintegra em um ódio obscuro!
Lágrimas de arrependimento,
sua existência é apenas uma sombra,
sem cor, sem essência nem apego...
Seus olhos, duas mariposas sem sossego!
Na escuridão, absorta,
cai em suas lembranças...
Nada mais lhe importa,
apenas seu vaticínio, falhança!
Monday, 7 September 2009
As I die

I want to hear your voice
quietly whispering my name,
how this wish is insane…
I am so afraid of this…
When my eyes kiss the darkness
I can reach your arms,
almost feel the taste of your lips
and find the cure of my nameless disease!
Quietly the solitude drags me to reality
and i can’t get close enough to you,
just the oblivion of your mind,
and it grieves my heart…
Marcadores:
A distance there is...,
Death,
failure,
pain,
solitude
Thursday, 3 September 2009
--

Eu sou o último suspiro,
um espectro do passado,
o desdém fingido
d'um olhar desesperado!
Sou os passos desnorteados
de uma alma perdida,
sou as lágrimas de quem à noite chora
quando à morte não tem saída!...
Sou sorrisos falseados
dos que conhecem apenas a dor...
Sou o antro de langor
d'um coração eternamente culpado!
Saturday, 1 August 2009
poeta condenado

Olha-na nos olhos profundos
impossível é não quere-la,
há-lhe tudo de belo e de imundo
e envolve-te sempre que deseja...
O teu olhar entrega tua fraqueza
ao debruçar-te em seus seios opulentos
onde embalam todos os sofrimentos
numa veemência que esbanja frieza!
Dona de tudo o que é morto,
estás condenado a ela, poeta!
As noites escreverás absorto
tudo o que o mundo detesta!
Sunday, 26 July 2009
sopro

Não grito... Não, amor,
pois grita por mim o vento
que para aonde for
levará meu sofrimento
para bem longe daqui
e não repare meu triste olhar
são apenas marcas do que vivi...
marcas que não se tem como apagar!
Enquanto o vento sem rumo singra
a face das pessoas sopra
e não há ninguém que sinta
a dor que lhe toca...
Wednesday, 15 July 2009
asas

Certa noite eu sonhei
que ao invés de braços
eu tinha asas para alcançar
a liberdade sem árduos passos!
À imensidão me atirei
como inócua ave de rapina
e esqueci-me q’outrora nunca voei
e cai, cai à minha sina...
Respirei fundo naquela noite
e apenas entreouvi minh’alma inquieta
que tanto deseja a liberdade completa,
mas está tal como um pássaro numa gaiola!
Tuesday, 14 July 2009
amar, amar

Quão vesano é pensar
na plenitude do amor...
Qual o segredo para chegar
em seu ápice de fulgor?
Talvez o amor seja como um estrangeiro
que em outras terras apreende
tudo o que o que lhe surpreende,
mas que nelas passa ligeiro!
Homessa! O que é amor? Amar?
Necessidade ou instinto?
O que nos deixa sucintos
diante de um doce olhar?!
Monday, 13 July 2009
e depois...?

Ando tão sei lá
cismado comigo e com amigos
e de uns tempos pra cá
eu sinto já não ser querido...
Eu e minha sombra, fiel companheira!
Passamos os dias a pensar
o que há de existir depois da morte,
esta que todos os dias nos rodeia!
… E os dias se vão sem eu notar!
Já que ontem eu era criança
e hoje a velhice me espanta
nos cabelos cãs outrora castanhos.
Sunday, 12 July 2009
tempestade

Ao longe se aproxima, impetuosa,
com frémitos que cortam os sentidos,
uma tempestade rancorosa
a chorar o ocaso dos sofridos!
É a ida à morte
das vidas sem sorte!
É o orto de plúmbeos olhares
que já choraram em vários lugares!
E num ar morrediço
dissipa-se na escuridão...
E o espetáculo derradeiro
fica marcado no olhar dum irmão!
Tuesday, 7 July 2009
vida

Como entende-la sem dor
Como vive-la sem vontade
Como suporta-la sem amor
Como quere-la de verdade?
A quem queira
É melhor dar chances
para que a vida possa vive-la
sem q'ela passe de relance!
Sunday, 7 June 2009
morta

As noites difíceis tem sido,
pois demônios em meu quarto serpeiam,
palavras me tem sumido
e pesadelos a mente vagueiam!
Já não tenho paz
há quase uma era!
Já não sei se serei capaz
de tê-la como eu tivera!
Perdi-a assim como outros tantos,
em meus olhos apenas a escuridão,
de uma vida cheia de prantos
que denunciam meu inumado coração!
Quem terá o meu túmulo caveado,
senão eu?
Ora, espelhos me tem mostrado
q'os demônios são filhos meus!
Supulcro meu corpo é,
guarda apenas minha ossada
emperdenida por esta vida fracassada
de muito ódio e nenhuma fé.
Subscribe to:
Posts (Atom)