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Thursday, 28 February 2013
Se sorrio
Muitas vezes o passado me atormenta
e meu espírito haure a dor amarga
que logo ao meu corpo agarra
e meu coração se ensanguenta...
De horror, medo, falta de fé...
Curvar-me tento à minha sina,
e aceitar esta maldita desdita
que minha vida é...
Mas a frieza meus joelhos enrijeceu,
o orgulho toma a placidez de minha tez
e o ódio escondido fica em meu seio
e sorrio sempre ao te ver... Toda vez.
Sunday, 20 December 2009
adeus
A morte é nosso óbice,
e diante dela percebo
que aqui passo ligeiro,
e já que foste primeiro,
guardo-te em meu peito!
Continuarás em mim,
valiosíssimo, sempre!
E como para tudo há um fim,
tão logo meu corpo há de ser juntar ao teu,
e aí então, uniremo-nos à eternidade!
Enquanto esse dia não chega, eu choro...
Sucumbo à saudade do teu olhar!
Meu coração está estilhaçado,
pois não posso tê-lo mais...
e diante dela percebo
que aqui passo ligeiro,
e já que foste primeiro,
guardo-te em meu peito!
Continuarás em mim,
valiosíssimo, sempre!
E como para tudo há um fim,
tão logo meu corpo há de ser juntar ao teu,
e aí então, uniremo-nos à eternidade!
Enquanto esse dia não chega, eu choro...
Sucumbo à saudade do teu olhar!
Meu coração está estilhaçado,
pois não posso tê-lo mais...
Tuesday, 24 November 2009
Incompreensível
Eu sou como um olhar moribundo
que já não pertence a este mundo,
onde implora à vida por misericórdia
frente à morte que lhe ignora!
Ao longe ouço o bulício da cidade
e impossível é não pensar em minha soledade...
O meu olhar sombreado está pela escuridão,
A espera da morte, então...
Resta-me a poesia amarga,
Fruto d’um coração sem amor,
Que não conhece nada,
Além da sua incompreensível dor...
que já não pertence a este mundo,
onde implora à vida por misericórdia
frente à morte que lhe ignora!
Ao longe ouço o bulício da cidade
e impossível é não pensar em minha soledade...
O meu olhar sombreado está pela escuridão,
A espera da morte, então...
Resta-me a poesia amarga,
Fruto d’um coração sem amor,
Que não conhece nada,
Além da sua incompreensível dor...
Sunday, 8 November 2009
Solitário
Muito me assusta o passado,
pois a nada me apeguei...
Apenas levo meu espírito calejado
pelas decepções que passei!...
Homessa! Já nem lembro quando sorri,
aquele riso rasgado, mesmo que ligeiro...
Para muitos o meu regaço ofereci
mas serviu-me alguém de companheiro?
Não, infelizmente, não!
Os outros não enxergam o meu vazio
e não me importo quando penso
se haverá alguém para velar o meu caixão...
pois a nada me apeguei...
Apenas levo meu espírito calejado
pelas decepções que passei!...
Homessa! Já nem lembro quando sorri,
aquele riso rasgado, mesmo que ligeiro...
Para muitos o meu regaço ofereci
mas serviu-me alguém de companheiro?
Não, infelizmente, não!
Os outros não enxergam o meu vazio
e não me importo quando penso
se haverá alguém para velar o meu caixão...
Thursday, 3 September 2009
--

Eu sou o último suspiro,
um espectro do passado,
o desdém fingido
d'um olhar desesperado!
Sou os passos desnorteados
de uma alma perdida,
sou as lágrimas de quem à noite chora
quando à morte não tem saída!...
Sou sorrisos falseados
dos que conhecem apenas a dor...
Sou o antro de langor
d'um coração eternamente culpado!
Sunday, 12 July 2009
tempestade

Ao longe se aproxima, impetuosa,
com frémitos que cortam os sentidos,
uma tempestade rancorosa
a chorar o ocaso dos sofridos!
É a ida à morte
das vidas sem sorte!
É o orto de plúmbeos olhares
que já choraram em vários lugares!
E num ar morrediço
dissipa-se na escuridão...
E o espetáculo derradeiro
fica marcado no olhar dum irmão!
Saturday, 4 July 2009
último suspiro

No silêncio da dor
algures a morte vagueia
e num ritmo estorço
a minha tez tateia!
Hauro-lhe o perfume amargo
num trago derradeiro!
Entreouço um corpo inteiro
a chorar um fado árduo!
Para que comigo sofra
prendo-a no tísico pulmão
para que antes q'eu morra
alguém prove minha solidão!
Sunday, 7 June 2009
morta

As noites difíceis tem sido,
pois demônios em meu quarto serpeiam,
palavras me tem sumido
e pesadelos a mente vagueiam!
Já não tenho paz
há quase uma era!
Já não sei se serei capaz
de tê-la como eu tivera!
Perdi-a assim como outros tantos,
em meus olhos apenas a escuridão,
de uma vida cheia de prantos
que denunciam meu inumado coração!
Quem terá o meu túmulo caveado,
senão eu?
Ora, espelhos me tem mostrado
q'os demônios são filhos meus!
Supulcro meu corpo é,
guarda apenas minha ossada
emperdenida por esta vida fracassada
de muito ódio e nenhuma fé.
Monday, 1 June 2009
coalho / blood clot

Do tinido agudo
A impiedosa dor
Face à vida, tão letal!
De um prazer mudo,
faz-se o suspiro
mesquinho e banal;
logo coalho vem
das pútridas raízes,
do âmago amargo,
o gosto vesano
que a morte tem!
---------------------------
From the acute clatter,
The grim pain
Front to life, so lethal!
Beyond the dumb pleasure
the sigh arises,
selfish and trite,
soon blood clot comes
from the putrid veins,
from the bitter heart,
the insane taste
that death has!
Thursday, 28 May 2009
irracional

Minha dor, indizível,
vive em meu peito soturno,
tanta é q’o meu olhar moribundo
se torna invisível!
Ai, essa tristeza
sem muitos porquês
q’o meu corpo leva
desde o meu sádico nascer!
Em meu sangue está,
essa herança perdida,
que não se fará esquecida
até a morte me levar!
E no descaso da morte,
calada eu sofro,
a fingir ser forte
nas entranhas do desconforto!
Sunday, 17 May 2009
fim

A solidão toda noite vem, medonha,
embalar a triste menina, sozinha,
que já nem sequer sonha,
nem reluta a dor q'a definha:
- Apenas assiste, sucinta, ao horror! -
Não há lufada que lhe afague
e não há nada que se fale
quando lhe roubam o dom do amor...
Suas fímbrias pelo tédio são tecidas
e a escuridão só lhe rouba o pouco calor..
Agora sua vida jaz esquecida
num antro de eterno langor!
"Às vezes é doloroso perceber q'o amor se foi e que resta apenas o tédio de viver." - Marcelle Castro
Sunday, 10 May 2009
passamento

Maldita sejas tu, escuridão,
que nem permites q'eu veja
tudo q'ao meu redor morre
neste antro de desilusão!
Ao longe oiço, sem pressa,
o ressoar do machado
nas mãos de quem me despreza
a talhar, pois, o meu caixão!
Homessa! Cavai meu túmulo bem fundo
e quando tudo pronto estiver
Jogai este corpo moribundo
que nem a geena teme sequer!
Em minha pávida tez,
apenas o alívio sem razão,
pois já não há alma, nem coração
que me faça morrer outra vez!
Wednesday, 15 April 2009
dor de quem fica

Ao longe ouço o sino
a chorar sem pressa,
é o choro de quem partiu
e nunca mais regressa...
Menina de olhos tristes
chorar por quê?
É a única certeza desta vida
nascer e morrer!
Lânguido o dia logo vem
e em teu peito se faz a revolta
da triste ida sem volta
daquele que amor te tem!
E nada me consola
que há de ter alguém
que também chora
e nem motivo tem!
Monday, 2 March 2009
redução a pó

Escorraçai sobre mim
vossas pútridas lamurias,
pois não há ninguém
que valha tão pouco assim!
Oh! Sombras malditas
sois vós que me seguem,
Tomai minha vida, levai tudo,
reduzi-me a pó!
Deixai-me aqui sem futuro,
sem ter alguém que me tenha dó!
Quem me deu sonhos
só para sonhá-los?
Assim de que valem
se não posso ganhá-los?
Wednesday, 28 January 2009
poesia suicida

As noites passo absorta
a pensar numa vida sem tê-la,
no céu, brilhantes estrelas;
em mim, uma alma morta;
Quem me deu vida
para viver assim?
Há muitas páginas lidas
mas cadê o fim?
Escrita do meu ninguém
de índole fria, suicida
é lida por alguém
e logo esquecida...
Tuesday, 20 January 2009
razão alguma

Homessa! Passa as noites a velar
a espera de quê?
Por que insistir em sonhar
quando não há razão para o fazer?
A escrita amarga
nasce de uma alma gélida
e toma vida nas mãos trépidas
da maldita poeta!...
Saturday, 17 January 2009
inspiração

Palavras... Onde as encontrar?
A mente está vazia
e nas mãos não há poesia
há linhas vazias sem ter o que falar.
Poeta... Aonde vais
sem palavras, sem linhas?
A dor não se cala jamais,
se não gritas, definhas...
Tuesday, 13 January 2009
triste fim

Nada.
Nossa entranha
por que nega-la?
Por que nos espanta?
É o nada,
mãe dos mundos
e espera-nos...
Enquanto vivemos... Maçada!
Wednesday, 24 December 2008
o fel do amor

Ainda não,
Não te esqueci.
Em mim so há desilusão
e o amor que tenho por ti...
O que eu faço?
Nem se quer sentes minha agonia,
distancias-te a cada passo
de mim, levando minha alegria...
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Sunday, 7 December 2008
lá fora

vejo o amor
que está lá fora
e cá só há a dor
o mal que me agoura.
O mundo eu vejo passar
Aqui da minha janela
E o tempo está a acabar
E não saio dela...
Porque os meus pés
Pesados estão,
É a minha falta fé
para acompanhar os que vão.
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