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Wednesday, 6 March 2013
Condenados
Estamos perto um d'outro
e sinto um abismo entre nós,
dos seus lábios eu sinto o gosto
de um desdém atroz...
Por que? Não sei, não sei!
Quiça o destino foi egoísta,
talvez também pessimista,
e desse amor me enganei...
Mas presos continuamos,
sentenciados ao um amor cruel!
À ti, meu amor, sou fiel,
embora de ódio nos dois morramos...
Wednesday, 7 April 2010
motivo
No olhar de uma criança
vejo a vida despertar,
vejo uma alma que não se cansa
de querer o mundo desvendar...
Em tudo há mistério...
E depois?
Resta o sonho estéril,
o amargo sabor do que se foi!
Sôfrega eu já não sou,
de tudo o que já tive,
pouco é o que me restou,
pouquíssimo que me estime!
Saturday, 1 August 2009
poeta condenado

Olha-na nos olhos profundos
impossível é não quere-la,
há-lhe tudo de belo e de imundo
e envolve-te sempre que deseja...
O teu olhar entrega tua fraqueza
ao debruçar-te em seus seios opulentos
onde embalam todos os sofrimentos
numa veemência que esbanja frieza!
Dona de tudo o que é morto,
estás condenado a ela, poeta!
As noites escreverás absorto
tudo o que o mundo detesta!
Wednesday, 29 July 2009
sofreguidão

Eu posso me lembrar
daquelas palavras....
Eram como pérolas preciosas
perdidas em alto mar!
... E eu nunca as tive,
nem sinceras nem falsas
e não há nada que justifique
esta grande falta!
No silêncio sôfrego,
guardo os lindos versos que te fiz
e no armago de cada fôlego,
eu sofro por te ver partir...
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Um sonho distante..
Friday, 24 July 2009
desvario

Certa noite eu andei pelas ruas
e apenas senti uma inquietação,
uns passos em vão... Sem razão...
Eu queria poder entender o porquê
de muitas coisas que ninguém vê
ou finge não saber, não ver...
Percebo que a terra é um teatro
onde os que gritam são poucos
que nem são ouvidos... São loucos...
E os que apenas caminham a indagar
são como almas condenadas
que no mundo vagam sem rumo
sem ter um céu ou um inferno
para poder em paz se lamentar!
Volto para casa e lá está
o grande amor da minha vida
não lhe falo da minha rebeldia,
mas escrevo, pois não há outra saída
que sane minha loucura!
Wednesday, 22 July 2009
sei lá

Eu não sei bem o que sinto
quando meus olhos fitam os seus
sinto meu corpo agir por instinto
quando teus beijos se perdem nos meus!
Quero palavras encontrar
mas todas perdem os sentidos
Só você que pode soltar
O que em mim vive contido!
Quero ver o sol nascer
todas as manhãs de minha vida!
Quero contigo poder crer
que nunca haverá uma partida!
Eu não sei bem... Não bem
por isso pega a minha mão
e não me pergunte o que é que tem
depois do amanhã!
Wednesday, 15 July 2009
asas

Certa noite eu sonhei
que ao invés de braços
eu tinha asas para alcançar
a liberdade sem árduos passos!
À imensidão me atirei
como inócua ave de rapina
e esqueci-me q’outrora nunca voei
e cai, cai à minha sina...
Respirei fundo naquela noite
e apenas entreouvi minh’alma inquieta
que tanto deseja a liberdade completa,
mas está tal como um pássaro numa gaiola!
Tuesday, 14 July 2009
amar, amar

Quão vesano é pensar
na plenitude do amor...
Qual o segredo para chegar
em seu ápice de fulgor?
Talvez o amor seja como um estrangeiro
que em outras terras apreende
tudo o que o que lhe surpreende,
mas que nelas passa ligeiro!
Homessa! O que é amor? Amar?
Necessidade ou instinto?
O que nos deixa sucintos
diante de um doce olhar?!
Monday, 13 July 2009
e depois...?

Ando tão sei lá
cismado comigo e com amigos
e de uns tempos pra cá
eu sinto já não ser querido...
Eu e minha sombra, fiel companheira!
Passamos os dias a pensar
o que há de existir depois da morte,
esta que todos os dias nos rodeia!
… E os dias se vão sem eu notar!
Já que ontem eu era criança
e hoje a velhice me espanta
nos cabelos cãs outrora castanhos.
Sunday, 14 June 2009
à nós

À vida, meu amor,
mais que tudo quero vivê-la
e aquela época de choro e langor,
hoje hei-de esquecê-la!...
Saudemos à vida, amor,
enquanto as horas passam corridas...
Deixemos que o vinho
cure as nossas feridas!
Sunday, 7 June 2009
morta

As noites difíceis tem sido,
pois demônios em meu quarto serpeiam,
palavras me tem sumido
e pesadelos a mente vagueiam!
Já não tenho paz
há quase uma era!
Já não sei se serei capaz
de tê-la como eu tivera!
Perdi-a assim como outros tantos,
em meus olhos apenas a escuridão,
de uma vida cheia de prantos
que denunciam meu inumado coração!
Quem terá o meu túmulo caveado,
senão eu?
Ora, espelhos me tem mostrado
q'os demônios são filhos meus!
Supulcro meu corpo é,
guarda apenas minha ossada
emperdenida por esta vida fracassada
de muito ódio e nenhuma fé.
Sunday, 22 March 2009
amor de menina

Toda noite eu penso
em nossa longa história
há muito que dispenso
e que guardo na memória!
Nosso presente é marcado
pelos desvarios da juventude,
muito te foi falado,
e agora sou alguém que te ilude!
A menina morreu, meu bem,
quem te fala agora é uma mulher
já não sou o mesmo alguém
Que te chama quando quer.
E se mesmo assim insistes
em não se entregar, eu te entendo...
E saibas que continuo te querendo
meu coração de você não desiste.
Sunday, 1 March 2009
tempos idos

Velhos tempos
por músicas são lembrados,
bons tempos
aqueles passados.
O tempo vem
e destrói o presente,
cruel, larga tudo no desdém...
Quando se pensa que tudo está perdido,
o passado renasce das cinzas
através das músicas antigas
e ao fechar os olhos
posso tocar a face de quem amei,
posso sorrir depois que chorei.
sigo só

Sozinha minha vida sigo
sorrindo quando se chora
falando quando se cala...
é q'os caminhos esquecidos
se refugiam em meus pés
e o que para todos foi o fim
é o começo para mim...
Se falam mal
que me importa?
o tempo há de os calar
agora ou no final
da vida, da vida...
E o agora que me convém
é seguir só e não ser ninguém.
Thursday, 26 February 2009
ruas desertas

As ruas desertas
gritam segredos à mente
e as lágrimas revelam
a soledade latente...
Malditas sejam,
sombras,
sempre onde estou
aos meus pés rastejam!
Levai para longe de mim
toda tua mágoa e tristeza,
pois meu coração só leva a frieza
das terras de onde vim!
As ruas desertas
gritam a minha desgraça
e em lufadas quase que secretas
toca a face de quem passa!
Sunday, 22 February 2009
minha partida

Eu estou de partida
e se alguém perguntar
diga que fugi da minha vida
e que só volto quando eu me achar.
Há muito que não sei,
que amei e odiei...
Mas eu nunca me entendi
e só agora que percebi...
É por isso que estou de partida
e sei que a estrada é desconhecida,
estou à procura do meu eu
que sumiu e me esqueceu.
Saturday, 14 February 2009
Abismo / Abyss

Sorrio para esconder a dor
e o meu peito febril;
o mundo é um grande vazio
que não há como esquecer...
Tento seguir a vida
com um grande cinismo,
mas a noite sempre lamento
este triste abismo;
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I smile to hide pain
and my feverish chest;
the world is a big emptyness
that it can´t be forgotten...
I try to move on in life
with great cinicism,
but at night I always regret
this sad abyss;
Monday, 2 February 2009
eu te amo

Presta atenção, querido
Agora juntos não estamos, eu sei,
mas guardo nossos momentos comigo,
nunca esqueço o último beijo que te dei!
Te faço esta canção, amor
para lembrares dos nossos dias
nossos beijos, desejos, fantasias...
E que ao teu lado estou, seja onde for...
Aquele dia que te jurei amor eterno
Eu não mentia, não...
Meu amor por ti não é vão,
cada segundo sem você é um inferno!
Thursday, 29 January 2009
Pilhéria
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Wednesday, 28 January 2009
poesia suicida

As noites passo absorta
a pensar numa vida sem tê-la,
no céu, brilhantes estrelas;
em mim, uma alma morta;
Quem me deu vida
para viver assim?
Há muitas páginas lidas
mas cadê o fim?
Escrita do meu ninguém
de índole fria, suicida
é lida por alguém
e logo esquecida...
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