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Sunday, 1 March 2009

tempos idos


Velhos tempos
por músicas são lembrados,
bons tempos
aqueles passados.
O tempo vem
e destrói o presente,
cruel, larga tudo no desdém...
Quando se pensa que tudo está perdido,
o passado renasce das cinzas
através das músicas antigas
e ao fechar os olhos
posso tocar a face de quem amei,
posso sorrir depois que chorei.

sigo só


Sozinha minha vida sigo
sorrindo quando se chora
falando quando se cala...
é q'os caminhos esquecidos
se refugiam em meus pés
e o que para todos foi o fim
é o começo para mim...
Se falam mal
que me importa?
o tempo há de os calar
agora ou no final
da vida, da vida...
E o agora que me convém
é seguir só e não ser ninguém.

Thursday, 29 January 2009

Pilhéria


Parabéns pra você
Nesta data querida
Algumas felicidades
Poucos anos de vida.

Tuesday, 22 January 2008

Farewell


I was a wrong incarnation of the past
I shed blood in my hands... away!...
My neck took all the tears of the world
I was tired, I couldn’t stand it no more.
I lost my hopes and wishes...
A lethal pain inside my brain
It was hurting me!
My silent grief ran within my veins
I just wanted a breach to run away.
But soon the death embraced me
With her fragile arms, so pure.
The pale semblance in my face will never die,
Could anyone taste my pain?
The pain of my distress..
My distress rest in an eternal agony,
My soul is confined to burn in hell,
I was my worst enemy and I killed myself...
I killed with hate and misery,
I drank deepest solitude,
My life poured...
Was it my farewell?
It was just the beginning!...
The only one of an eternal death.

Escrito por Marcelle Castro

Tuesday, 15 January 2008

Negros olhos...


Era uma linda noite, aquela em as estrelas brilham mais fortes e até parece que nos querem contar um segredo... Um distante segredo calado pela imensidão do universo.
Pelas ruas da cidade, eu andava, acompanhando as sombras das esguias árvores que pelo chão tripudiavam... Até parecia que os ventos e as sombras dançavam ao som d’uma branda melodia... Aquela que somente os que sofrem podem ouvir...
Então, ouço um som molhado, sim... Aquele rio que todas as minhas lamurias carrega.
Ponho-me a olhar à água gelada... E lá vejo, torcida, minha face.
Aqueles olhos distantes me diziam que ali só havia ele e, talvez, eu.
Então, sinto um toque gelado em meus ombros que arrepiara até meu pensamento, e vejo... Aqueles olhos negros...
Nem os ventos, nem o som das águas, árvores... Ousaram quebrar aquele momento... Tão meu, tão dele...
Levantei-me e ele sorriu e com um toque em minhas mãos pude viajar em um segundo pelo mundo... Ri-me daquela sensação que nunca antes sentira... A felicidade.
Como uma forte lufada inesperada carrega as folhas das árvores... Da mesma forma aqueles olhos desapareceram...
Olhei novamente para o rio... E lá estávamos nós, sozinhas...
Então sorri de leve e entendi... O quanto àqueles negros olhos mentiram.

Escrito por Marcelle Castro.