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Saturday, 19 September 2009

Ashamed


Among the shadows
my soul is crushed…
The light is fading
above your eyes,
so absent,
and I fall…

My own life steps behind me…
Falling into the arms of loss,
the cold grips my throat,
and absorbed in my failure,
the shame drags me,
I was fooled by love…

All is turning into black,
veins buried in hatred…
I knelt at your feet,
begged for love,
and all I felt was the disgrace.

Wednesday, 5 November 2008

Erro


O fracasso,
- da egolatria à humilhação -
Deitar o orgulho no regaço,
é pior que perder a visão...

Erros análogos, quanta desdita...
A burrice é intrínseca ao homem;
- Racionalidade e dita -
quanto mais se anela, fogem.

Monday, 3 November 2008

penúria


Escrevi teu nome em meu coração,
e desejei-te como nunca havia desejado,
teu nome era meu caminho
e o teu olhar o iluminava...
Em noites de desespero,
em silêncio, teu nome eu sussurrava,
e tua presença invadia-me a alma...
Lancei todo o meu amor aos teus pés...
Mas o teu sim para mim
foi escrito em areia
que o vento lançou para longe,
com todo o teu desdém.
Olho para trás e vejo minha vida
em chamas por ti;
No entanto, o porvir assusta-me,
pois agora a sinto tragicamente ruir!

Wednesday, 29 October 2008

à morte


- Há sangue em toda parte -
Mórbido silêncio leva minh'alma
À insanidade que se faz em arte
e torna o medo uma paz que acalma...

Depois da dor, a leveza enfim,
Transcede a razão,
das cinzas à ressurreição,
Não é pois, o fim...

A morte docemente beija-me a face,
- Acorda, não é tua hora -
Dos sonhos à realidade q'apovora,
Não há sangue, não há escape.

Tuesday, 21 October 2008

Inércia



Dúvidas me vêm à cabeça,
- Malditas sejam! -
Mal desponta o dia e já me atormentam,
Para que delas eu jamais me esqueça...

Na vida há vários caminhos a escolher,
E encontro-me num sórdido ambívio,
Hei-de me guiar ao declínio
Ou deixar meu cérebro esvaecer?

Já há falhas em minhas sinapses,
Maldita indecisão que me sonda,
Arraigou-me nesta inércia hedionda,
Matou-me e ninguém sabe!

Desespero



Tenho vivido num desdém imenso,
Às vezes palavras até me faltam
Pois as aferro em meu âmago tenso,
São tristes omissões que me matam...

Lentamente como um sádico assassino,
Sinto-me postergada pela vida,
Longínquo até oiço os malditos tinos,
Dos que me agora têm por maldita...

Funesto seja aquele dia que m'entreguei,
Quiçá à pessoa errada, quanta desdita,
Agora pagas tu com esta dor desmerecida...
Alhures choras por mim, por que o magoei?

Tuesday, 7 October 2008

Ironia

A vida é mesmo engraçada
Faz-me de tola à toa,
E s'eu ingênua não fosse,
Não cairia em suas ciladas...

(outra vez)

Fálacias, mentiras, ilusões,
É isto que me aguarda?
Farta já estou destes grilhões
Que há tempos vivo fadada...

(quanta insensatez)

Quem me dera volver no tempo
E palavras tuas não ter lido...
Talvez eu mereça este sofrimento,
O amor, meu pior inimigo!

Thursday, 11 September 2008

Apatia


Olha fundo dentro de mim...
Não há vazio, nem há paz,
Há apenas uma apatia sem fim;
Por isso a todos deixo pra trás.

Quase nenhuma ação é voluntária,
Mas sim fruto de um raciocínio frio.
A relutância já de mim partiu,
A restar-me apenas essa vida ordinária...

Hoje umas bocas, amanhã outras,
Palavras hoje são ditas,
Amanhã serão esquecidas,
Minha sinceridade? Resta-me pouca...

Sunday, 17 August 2008

Feliz eu era


Vazio é não ter quem amar,
sentir o sabor do beijo sonhado;
E quando em desespero acordar
Não ter ninguém ao lado...

– Quem me dera nunca ter amado,
E sentido o prazer de ter companhia,
Nem tudo é rosa, nem fantasia...
Até o mais doce mel se torna amargo! –

Queixas


S’eu tenho mágoas?
Quem nunca as teve?
São como as límpidas águas
Que nos matam a sede...

Atirei aos teus pés todo o meu amor
Assim como o vento joga as folhas ao chão.
Agora tenho um arrependimento, imensa dor,

Chorar os passos dados é tolice,
Lamento é minha grande decepção,
por inda amá-lo e não por minha burrice.

Thursday, 26 June 2008

Junho.

Este mês não me inspirou muito... Tive alguns contratempos e, pelo o que se nota, não escrevi nada.

É pena, mas não é o fim.

Escrito por Marcelle Castro.

Tuesday, 13 May 2008

Meu fado em tuas mãos


Depois que as paixões se dissiparam
e o lúgubre vento seus vestígios levou;
Percebo, neste estado insípido em que estou,
quão tola fui nesses anos que se passaram...

Anos que de mim tu levaste;
Que foram semanas, dias,
o tudo de mim que amaste,
inclusive minhas alegrias...

De facto, eu agora seria mais forte,
s’eu não tivesse acreditado
que na tua linda mão estava meu fado,
E sim meu fácil caminho à morte.


Escrito por Marcelle Castro

Tuesday, 25 March 2008

S'eu pudesse


S’eu pudesse a meu íntimo secreto libertar,
Sentirias todo o amor que por ti não nego
Saberias todos meus segredos que levo
Cá no peito com um pesado arfar!...

Amor meu, se fosse possível por um segundo
Realizar este meu único desejo singelo
Não terias dúvidas do meu amor sincero...
E então assim, eu descansaria profundo!

Escrito por Marcelle Castro

Wednesday, 12 March 2008

A dor...


...Como me corta isto tudo.
Olhar para trás e ver o que fiz...
E como me dói te ver feliz,
Sabendo do meu passado escuro...

Ver meu olhar refletido pelos os teus...
È como me apontar todos os erros meus...
Sentir o sabor dos doces lábios teus...
É como degustar todos os medos meus...

Medo... Ah, eu bem sei, meu amor,
O peso desta pequena palavra...
É o que sufoca minha alma cansada...

A olhar pra ti com dor...
Em minhas veias corre arrependimento,
Quando olho nossas vidas por momentos!

Escrito por Marcelle Castro